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Quanto cobra um gestor de tráfego: como cobrar a montagem e a gestão do Google Ads

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Quase todo conselho sobre quanto cobra um gestor de tráfego começa por um número. O número é a parte fácil. A parte difícil é a taxa de montagem: o trabalho mais pesado do primeiro mês é justamente o que o cliente resiste a pagar, porque ele nunca vê.

Escrito pela Ericka Karen, que planeja campanhas de search no Google Ads desde 2019 e escreveu as regras da Search Fuel Space.

Principais pontos

Montagem e gestão são dois trabalhos diferentes

A gestão é contínua: termos de pesquisa, negativas, lances, ritmo da verba, relatórios. Ela aparece na conta toda semana, e o cliente consegue ver acontecendo.

A montagem é uma construção que acontece uma vez, e é o maior trabalho isolado de uma conta: pesquisa, estrutura, divisão da verba, negativas, anúncios, extensões e conferência do acompanhamento de conversões. Quando ela dá certo, parece que nada aconteceu. É exatamente por isso que ela é cobrada abaixo do que vale, ou dada de graça dentro da primeira mensalidade.

Cobre separado. Uma taxa de montagem pela construção, uma mensalidade pela gestão. O cliente entende a diferença quando consegue ver o que a montagem produziu.

Os quatro modelos de cobrança da gestão de Google Ads

01 Mensalidade fixa

Um valor fixo pela gestão, definido pelo escopo.

Quando funciona
Contas estáveis, com escopo claro.
Onde quebra
O escopo cresce: a conta aumenta, a mensalidade não.

02 Percentual sobre a verba

O valor acompanha a verba.

Quando funciona
Contas em que mais verba significa de verdade mais campanhas e mais trabalho.
Onde quebra
Verba pequena, e cliente que lê isso como motivo para você empurrar gasto.

03 Mínimo mais percentual

Um piso que paga o trabalho, e um percentual acima de um patamar de verba.

Quando funciona
A maioria das agências e dos gestores autônomos, com contas de tamanhos diferentes.
Onde quebra
Precisa de um patamar claro escrito no contrato.

04 Por resultado

O valor depende de lead ou de venda.

Quando funciona
Quando você também controla a página, a oferta e o atendimento.
Onde quebra
Quando você controla só os anúncios. O resultado depende de coisas fora da conta.

Cobre a montagem pelo que ela contém, não pelas horas

Hora é invisível para o cliente e fácil de questionar. O que a montagem contém, não. Uma conta com um serviço numa cidade precisa de um plano menor do que uma com seis serviços em três estados. Cobre pelo número de serviços, regiões e campanhas, e a taxa de montagem se explica sozinha.

A mesma lógica responde a objeção mais comum, "por que custa tanto para montar?". Mostre o que a montagem entrega, e a pergunta deixa de ser sobre o preço e passa a ser sobre o plano.

Deixe a montagem visível: venda junto com o plano

O cliente não dá valor ao que não consegue ver. Um plano por escrito muda isso: a demanda que você encontrou, com o volume mensal de busca por trás de cada palavra, o que você deixaria de fora e por quê, quantas campanhas a verba aguenta e como você dividiria.

Mande uma versão curta dele junto com a proposta. O cliente vê o raciocínio antes de pagar por ele, e a taxa de montagem deixa de ser uma linha escrita "criação de campanhas". Ela vira o preço de um documento que ele já começou a ler. O guia do planejamento de Google Ads mostra o que entra nele, com um modelo.

O valor que segura o cliente é o que ele entende

O cliente quase nunca vai embora por um mês ruim. Ele vai embora quando não consegue ver pelo que está pagando. Uma divisão clara entre montagem e gestão, e um plano que ele consegue ler, deixam o preço mais fácil de defender quando o resultado oscila, porque os motivos estavam no papel antes do primeiro clique.

Quase todos os meus clientes chegaram por indicação, e em média ficam mais de um ano e meio. Nada disso veio de ser a opção mais barata. Veio de o cliente entender o trabalho.

Onde a Search Fuel Space entra

A Search Fuel Space escreve o plano que deixa a montagem visível. Você manda o site, a verba e a região, e recebe as campanhas, os grupos de anúncios, as palavras com o volume mensal de busca, a divisão da verba no dia zero, as negativas e três anúncios responsivos por grupo, cada decisão com o motivo, num documento com a sua marca, não a nossa. O preço quem define é você. Ela planeja, você executa.

Perguntas

Quanto cobra um gestor de tráfego pela gestão de Google Ads?

Não existe um número que valha para todo país, nicho e tamanho de conta, e quem cita um sem contexto está chutando. Cobre pelo trabalho: quantos serviços, regiões e campanhas a conta precisa, com que frequência você reporta e quanto do seu tempo o cliente toma. Depois escolha o modelo que mantém esse preço justo conforme a conta cresce.

Devo cobrar taxa de montagem no Google Ads?

Sim, sempre que a conta é nova ou vai ser refeita. A montagem é o trabalho mais pesado do primeiro mês: pesquisa, estrutura, divisão da verba, negativas, anúncios, extensões e conferência do acompanhamento de conversões. Diluir isso na primeira mensalidade ensina o cliente que a montagem é de graça.

Percentual sobre a verba é um bom modelo de cobrança?

Ele acompanha a conta, o que é justo quando mais verba significa mais trabalho. É fraco em verba pequena, onde o percentual não paga o trabalho, e pode parecer um incentivo para gastar mais. Muitos gestores usam uma mensalidade mínima com percentual acima de um patamar de verba.

Vale cobrar por resultado?

Com cuidado. Lead e venda dependem também da página, da oferta e da rapidez com que a empresa responde, e nada disso você controla de dentro da conta de anúncios. Se for amarrar o seu valor ao resultado, amarre ao que a conta decide, e deixe por escrito o que está fora dela.

A próxima conta nova não precisa começar numa página em branco.

Entre na lista de espera. Quando a plataforma abrir, você fica sabendo primeiro e compra primeiro, pelo preço de fundação, e mantém esse preço nos próximos planos.

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