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ArtigoO planejamento de Google Ads, seção por seção (com um modelo para copiar)
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O planejamento de Google Ads é o documento que você escreve antes de qualquer coisa subir. A maioria das contas pula essa parte: a campanha sobe com o mínimo, e o raciocínio fica na cabeça do gestor. Aí chega a primeira semana fraca, o cliente pergunta por quê, e não tem nada no papel para mostrar.
Escrito pela Ericka Karen, que planeja campanhas de search no Google Ads desde 2019 e escreveu as regras da Search Fuel Space.
- Um planejamento de Google Ads é um conjunto de decisões com os seus motivos, escrito antes de qualquer coisa subir.
- Ele tem nove seções, do briefing aos primeiros 30 dias, e cada uma responde uma pergunta que o cliente vai fazer.
- Nenhuma palavra-chave deveria entrar no plano sem o volume mensal de busca do dado do Google.
O que é um planejamento de Google Ads, e o que ele não é
Um plano é um conjunto de decisões com os seus motivos: quais buscas comprar, quais deixar de fora, como agrupar, como dividir o dinheiro e como você vai saber que está funcionando. Ele é escrito antes de subir, para o cliente poder ler antes de pagar o primeiro clique.
- Não é uma lista de palavras. Uma exportação do Planejador de palavras-chave diz o que existe. Não diz o que fazer com isso.
- Não é a configuração da conta. Montar as campanhas no Google Ads vem depois do plano, e a partir dele.
- Não é uma previsão de vendas. Ninguém consegue prometer lead a partir de um documento. Um plano consegue prometer que cada decisão foi tomada de propósito.
As nove seções, e a pergunta por trás de cada uma
Cada seção de um bom planejamento responde uma pergunta que o cliente vai fazer, mais cedo ou mais tarde. Responda por escrito antes de subir e a conversa muda: você deixa de defender a conta e passa a mostrar o plano.
01 O briefing
O que a empresa vende, o que o site consegue provar, a verba com o período, as regiões, o idioma e a conversão que realmente conta.
O cliente vai perguntar"Você entendeu o meu negócio?"
02 Demanda de busca
As palavras que as pessoas digitam de verdade, cada uma com o volume mensal de busca do dado do Google, separadas por intenção: compra, comparação, marca ou só aprendizado.
O cliente vai perguntar"As pessoas buscam isso mesmo?"
03 O que fica de fora, e por quê
Os temas em que você não vai investir: sem volume, sem intenção de compra, ou sem nada no site que sustente. Por escrito, e não só esquecidos.
O cliente vai perguntar"Por que a gente não aparece para aquilo?"
04 Estrutura de campanhas
Quantas campanhas a verba aguenta, e o que separa uma da outra. Verba pequena pede menos campanhas, não mais.
O cliente vai perguntar"Por que só duas campanhas?"
05 Grupos de anúncios e palavras-chave
Grupos por tema, as palavras dentro de cada um e os tipos de correspondência.
O cliente vai perguntar"O que exatamente as pessoas vão digitar para achar a gente?"
06 Divisão da verba
Como o dinheiro é dividido no dia zero, antes de a conta ter qualquer histórico, por volume e intenção.
O cliente vai perguntar"Para onde vai o meu dinheiro?"
07 Palavras-chave negativas
As buscas que você bloqueia desde o primeiro dia: vaga de emprego, grátis, curso, o serviço que a empresa não faz.
O cliente vai perguntar"Por que eu paguei por esse clique?"
08 Anúncios e extensões
Três anúncios responsivos completos por grupo, escritos no mesmo tema das palavras dele, e extensões que só prometem o que o site consegue provar.
O cliente vai perguntar"O que as pessoas vão ver?"
09 Os primeiros 30 dias
O que você confere antes de subir (o acompanhamento de conversões), o que você lê na semana um, dois e quatro, e o que faria você mudar o plano.
O cliente vai perguntar"Quando a gente vai saber se funciona?"
Um modelo de planejamento de Google Ads para copiar
Texto puro de propósito: cole num documento, numa planilha ou no seu próprio modelo com a sua marca.
PLANEJAMENTO DE GOOGLE ADS · [Cliente] · [Data] 01 BRIEFING O negócio e o que ele vende: O que o site consegue provar (preços, garantias, avaliações): Verba e período: Regiões e idioma: A conversão que conta: 02 DEMANDA DE BUSCA Palavra | buscas por mês | intenção (compra / comparação / marca / aprendizado) 03 O QUE FICA DE FORA Tema | motivo (sem volume / sem intenção de compra / o site não sustenta) 04 ESTRUTURA DE CAMPANHAS Campanha | o que ela cobre | por que ela é separada 05 GRUPOS DE ANÚNCIOS E PALAVRAS Campanha > grupo | palavras | tipo de correspondência 06 DIVISÃO DA VERBA (DIA ZERO) Campanha | parte da verba | motivo 07 PALAVRAS-CHAVE NEGATIVAS Palavra | por que ela é bloqueada 08 ANÚNCIOS E EXTENSÕES Grupo | 3 anúncios responsivos | extensões e a página que sustenta cada uma 09 OS PRIMEIROS 30 DIAS Antes de subir: acompanhamento de conversões testado Semana 1: termos de pesquisa, CTR Semana 2: negativas, ritmo da verba Semana 4: o que fica, o que muda, e por quê
Um plano que a conta consegue rodar de verdade
O jeito mais comum de um plano falhar não é a estratégia. São palavras que ninguém busca. Um plano feito no palpite, ou pedido para um chat de IA, parece completo no papel. Suba e a maioria das palavras volta marcada como baixo volume de pesquisa, e a divisão da verba cai junto com elas.
Então a regra da seção 02 é simples: nenhuma palavra entra sem o volume mensal de busca do dado do Google, para o país e o idioma da conta. Se a demanda não está lá, a seção 03 diz isso, e a verba vai para onde as buscas estão.
O primeiro número que diz se a escolha das palavras foi certa é a taxa de cliques (CTR), porque mostra que as pessoas reconheceram o anúncio como resposta ao que digitaram. Três campanhas novas, de três segmentos diferentes, que começaram de um plano abriram com CTR entre 7,7% e 12%, entre os primeiros dias e as três primeiras semanas. Isso diz que as palavras bateram com as buscas. Não diz nada sobre lead ou venda, que dependem também da página, da oferta e do atendimento.
Plano não é proposta, mas deixa a proposta mais fácil
A proposta vende o trabalho: o escopo, o valor, o prazo. O plano é o próprio trabalho. Muito gestor manda a proposta e só pensa no plano depois que o cliente assina.
Tente a ordem inversa. Mande uma versão curta do plano junto com a proposta: a demanda que você encontrou, o que você deixaria de fora e por quê, e como você dividiria a verba. O cliente vê o raciocínio antes de pagar por ele, e a taxa de montagem deixa de parecer uma linha escrita "criação de campanhas".
Quando escrever um plano novo
- Cliente novo, com uma conta sem histórico.
- Serviço, produto ou região nova de um cliente que você já tem.
- Campanha que cansou, refeita com o dado de busca de hoje, e não com o que a estrutura antiga supunha.
- Uma estrutura que você quer testar, rodando como desafiante num experimento do Google Ads, ao lado do que está no ar.
Por que é isso que segura o cliente
O cliente quase nunca vai embora por uma semana ruim. Ele vai embora quando não consegue entender por que a conta está daquele jeito, e ninguém explica sem marcar uma reunião. O plano por escrito é a explicação, pronta antes de ele perguntar.
Quase todos os meus clientes chegaram por indicação, e em média ficam mais de um ano e meio. Resultado sobe e desce em toda conta. O que segurou esses clientes foi ter os motivos no papel desde o primeiro dia: uma semana fraca virava uma conversa sobre o plano, e não sobre confiança.
O seu cliente vai confiar em você, mesmo quando o resultado oscilar, porque ele já leu o porquê.
Onde a Search Fuel Space entra
A Search Fuel Space escreve as seções 02 a 08 para você. Você manda o site, a verba e a região. Recebe a demanda de busca com o volume mensal, o que fica de fora e por quê, as campanhas e os grupos, a divisão da verba no dia zero, as negativas, três anúncios responsivos por grupo e extensões conferidas no site, num documento com a sua marca e um arquivo para o Google Ads Editor. O briefing e os primeiros 30 dias continuam seus, e a conta também: ela planeja, você executa, e ela nunca entra no Google Ads.
Se hoje você começa pelo Planejador de palavras-chave, o guia da alternativa ao Planejador mostra lado a lado o que ele deixa para você.
Perguntas
O que um planejamento de Google Ads precisa ter?
Nove coisas: o briefing, a demanda de busca com volume mensal, o que fica de fora e por quê, a estrutura de campanhas, os grupos de anúncios e as palavras, a divisão da verba, as negativas, os anúncios e as extensões, e como você vai ler os primeiros 30 dias. Cada decisão com o motivo.
Qual a diferença entre planejamento e proposta de Google Ads?
A proposta vende o trabalho: escopo, valor, prazo. O planejamento é o trabalho: a estrutura, as palavras e a verba com que a conta vai rodar. Mandar uma versão curta do planejamento junto com a proposta facilita o cliente aceitar o valor, porque ele vê o raciocínio antes de pagar por ele.
Posso usar o ChatGPT ou outro chat de IA para fazer o planejamento de Google Ads?
Para o texto, sim. Para as palavras-chave, sozinho não. Um chat de IA não tem acesso ao volume de busca do Google, então sugere termos que parecem certos. Suba essas palavras e a maioria volta marcada como baixo volume de pesquisa. Confira cada palavra com os dados de palavras-chave do Google Ads antes de ela entrar no plano.
Qual o tamanho ideal de um planejamento de Google Ads?
Grande o bastante para cada decisão ter o seu motivo, curto o bastante para o cliente ler. Numa conta pequena, são poucas páginas mais a lista de palavras. Ninguém lê cinquenta slides.
Um bom planejamento garante resultado?
Não. O plano leva a pessoa certa até o anúncio. Lead e venda dependem também da página, da oferta e da rapidez com que a empresa responde. Um bom plano diz isso por escrito, antes de subir.
A próxima conta nova não precisa começar numa página em branco.
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